terça-feira, 17 de dezembro de 2013

VIVENDO COM AVENTURAS : TRAVESSIA PETRÓPOLIS x TERESÓPOLIS. DOIS DIAS DE PURA ADRENALINA E BELEZA !


A clássica travessia Petrópolis x Teresópolis, carinhosamente apelidada de : "Petrô-Terê", é a menina dos olhos da galera do trekking no Estado do Rio de Janeiro e, possivelmente, a caminhada mais desejada de se fazer no Brasil. Durante os dois dias de travessia, cruza-se um dos mais bonitos parques nacionais brasileiros, com direito a encontrar montanhas escarpadas, visuais a perder de vista, campos de altitude, frio, cachoeiras e uma porção bem protegida de nossa mata atlântica.
Para aqueles que desejarem praticar essa aventura, um conselho, não tentem cruzar as montanhas sozinho ou com um grupo inexperiente. Contrate guias que conheçam a trilha e que te levem a aproveitar com segurança de toda a beleza que essa fantástica região pode te oferecer.

E depois desse esforço físico todo, a melhor comida de Teresópolis está te esperando. A dica é visitar o Restaurante Tempero com Arte, em funcionamento desde 1989. É palco do melhor espetáculo gastronômico da serra, com certeza.

Restaurante Tempero com Arte
Endereço: Rua Prefeito Sebastião Teixeira, 262 - Tijuca - Teresópolis RJ

E-mail: www.temperocomarte.com.br

A arte de temperar a sua vida com as melhores lembranças.
Tempero com Arte.

* Para conseguir acompanhamento de guias ecológicos especializados na travessia Petrópolis Teresópolis, basta você entrar em contato com:

COMUNIDADE DE GUIAS DE TURISMO 'AMIGOS DO RIO
Tel 21-97915-1075

E-mail: aventurasdorio@gmail.com


VIVENDO COM AVENTURAS : DEDO DE DEUS. A MONTANHA QUE NÃO É PRA QUALQUER UM !


O Dedo de Deus é uma grande aventura, de caminhada e escalada. É uma atividade destinada a escaladores com experiência e ótima forma física.
A primeira parte dessa aventura tem início com a caminhada, uma íngreme, cansativa, mas bela subida pela mata até chegar aos cabos de aço. Nesse trecho, já de baudrier, será necessário subir mais de uma centena de metros de cabo de aço, por vezes sobre uma rocha molhada, que se alterna com lances de escalaminhada.

Depois de vencer o Dedo de Deus o negócio é almoçar bem. E, falando de comida mineira, o que há de mais gostoso em Teresópolis é o Restaurante Paraíso da Serra. Comida com gosto de roça bastante variada. Você tem direito ao almoço self service, a sobremesas à vontade e uma cachacinha de tirar o fôlego de qualquer um, rsrs

Preço : R$ 39,90

Restaurante Paraíso da Serra - Comida Mineira
Estrada Rio Teresópolis km 90 - Jardim Dedo de Deus
(Subindo a serra após o Posto BR - Guapimirim RJ

E-mail: www.paraisodaserra.com

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

DESAFIOS SELVAGENS, ESSA É A NOSSA NATUREZA !


A Mata Atlântica é uma das áreas mais ricas em biodiversidade do planeta, mas é também uma das mais ameaçadas.
Este ecossistema originalmente estendia-se por 17 Estados Brasileiros, cobrindo 15% do território nacional. O desmatamento para a expansão agropecuária e urbana reduziu a Mata Atlântica a 7% de sua área original, ameaçando de extinção quase todas as espécies endêmicas. Mesmo assim, seus remanescentes têm uma grande importância econômica, social e ambiental.
Além de deter um alto índice da biodiversidade global, a Mata Atlântica presta serviços ambientais tais como o suprimento de água e o controle de erosão que são suporte a economia e a qualidade de vida de 70% da população brasileira - mais de 120 milhões de pessoas!

Originalmente distribuído ao longo de toda a Mata Atlântica da região costeira do Estado do Rio de Janeiro, atualmente o mico-leão-dourado só existe nos remanescentes florestais de oito município: Silva Jardim, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Saquarema, Rio Bonito e Araruama, onde existem os últimos 2% das florestas de baixada litorânea fluminense, habitat do mico-leão-dourado. Para assegurar a proteção dos remanescentes florestais onde podem ser encontrados os últimos mico-leões-dourados, o IBAMA criou as Reservas Biológicas de Poço das Antas e União, e a Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João, além do reconhecimento de diversas propriedades privadas como RPPN, ou seja, Reserva Particular do Patrimônio Natural.


ADORO TURISMO !

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

CURTINHAS INTERESSANTES SOBRE A ILHA DO GOVERNADOR!

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, a Ilha do Governador era habitada pelos índios Temiminós que a chamavam-na de "Ilha de Paranapuã", termo que significava "colina do mar", formada pela junção de paranã, "mar" com apuã, "colina". Os inimigos dos Temiminós, os Tubinambás (Tamoios) a chamavam de "Ilha dos Maracajás" (espécie de grandes felinos, então ambundantes na região). Aliás, maracajá também era um outro nome dos índios Temiminós, dado justamente pela tribo inimiga, dos Tamoios.

O nome Ilha do Governador surgiu em 05 de setembro de 1567, quando o então Governador-Geral do Brasil, Mem de Sá, doou ao seu sobrinho, Salvador Correa de Sá, conhecido pelo apelido de "O Velho", mais da metade de seu território. Salvador de Sá transformou a área em fazenda onde se plantava cana-de-açúcar e produzia açúcar, exportando para a Europa durante os séculos XVI, XVII e XVIII.

Em 1663 foi lançado ao mar o Galeão Padre Eterno, na época o maior navio do mundo. O "galeão" foi construído na ilha em local que passou a ser conhecido como Ponta do Galeão, originando o atual bairro do Galeão.

O desenvolvimento da ilha só ocorreu mesmo a partir de 1838, com a ligação regular de barcas a vapor ilha-continente que teria atracadouro na Freguesia. Com o passar dos anos vieram outros atracadouros, como os do Galeão e da Ribeira, integrando toda a região à economia do café e a atividade industrial (produção de cerâmica).

No século XX os bondes chegaram à ilha, efetivando a ligação interna do Cocotá com a Ribeira em 1922, percurso este estendido posteriormente até o Bananal e a outros pontos. Também foi nesse século que as instalações militares chegaram à ilha: a Base Aérea do Galeão, os quartéis de Fuzileiros Navais e a Estação Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituia num balneário para a classe média da cidade.

Em 23 de julho de 1981, o então Prefeito Júlio Coutinho, no tempo do Governador Chagas Freitas, declarou extinto o bairro Ilha do Governador, criando os seus atuais quatorze bairros oficiais de hoje: Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá e Zumbi.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

VONTADE DE IR AO BANHEIRO, UM PROBLEMA SÉRIO DE TODO VIAJANTE!

Um dos problemas que o viajante encontra ao passear por um lugar, é na hora em que dá aquela vontade de ir ao banheiro. Quem que bate perna o dia todo, vai se encontrar com este problema algumas vezes durante o dia. Os lugares mais turísticos, em geral, contam com banheiros públicos, mas a maioria é pago. Rola a cara de pau de entrar num bar e pedir para usar o banheiro, mas muitos dizem não ou te cobram de todo jeito. Mas se não há banheiros públicos e você não quiser parar para consumir nada, aqui vai a grande dica:
McDonalds e companhia = banheiro publico grátis.
Além de onipresentes, nesses lugares ninguém controla quem vai ao banheiro e em geral estão cheios. Assim, pode-se usar o banheiro sem ser notado. Na Europa, principalmente nos países mais ricos como a Suíça (quanto mais se tem mais se quer?), essas cadeias de comida rápida devem ter percebido essa “prática”: as portas dos banheiros ficam fechadas e para entrar é preciso digitar um código que só é fornecido… na nota de compra! Que isso não seja empecilho: é só esperar um pouquinho na frente da porta que, sem demora, alguém entra ou sai, deixando a porta aberta por alguns segundos, suficientes para entrar.
Observação:
Neste quesito “banheiros”, nota 10 para Portugal: sempre há banheiros públicos perto dos lugares turísticos. Gratuitos, limpos e com papel higiênico.

Extraido do Blog "A bordo do mundo" 
http://abordodomundo.wordpress.com/

BIKE, RAPEL, TRILHAS PELAS SERRAS DA CORDILHEIRA DO ESPINHAÇO: ATRAÇÕES DE CONCEIÇÃO DO MATO DENTRO!

O município que viveu intensamente o Ciclo do Ouro e Diamantes abriga riquíssimo patrimônio natural e histórico-cultural. A cidade de Conceição do Mato Dentro com seus casarios coloniais, igrejas barrocas, pinturas de Athaíde e tradicionais festejos tem seu entorno repleto de atrações radicais. A 4km do centro da cidade é possível praticar rapel na Cachoeira do Baú, pedalar rumo ao um desafiante circuito de mountain bike ou praticar “boulder” no Salão de Pedras, local referência mundial para a prática. As diferentes trilhas atravessam serras que integram a Cordilheira do Espinhaço e, assim, são várias as cachoeiras, como a do Tabuleiro, a maior cachoeira do estado com 273m de queda, sítios arqueológicos e belezas de flora e fauna, que fascinam os que percorrem os vários roteiros. Destaque também, para travessia que parte de Conceição do Mato Dentro rumo ao distrito de Tabuleiro que encanta pela bela paisagem e pode ser feita por trekking de 2 dias ou de bike, passando pela bonita cachoeira de Três Barras.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

06,07,08/SET - FESTA DO PASTEL DE ANGU DE ITABIRITO-MG

Festa do Pastel de Angu, em Itabirito, será em setembro
A tradicional Festa do Pastel de Angu de Itabirito, excepcionalmente em 2013, vai acontecer nos dias 7 e 8 de setembro, junto com o aniversário da cidade, informou a Prefeitura de Itabirito. Nos outros anos, a festa aconteceu nas primeiras semanas de agosto.
O evento está na 13ª edição. Ainda não foi divulgado, oficialmente, a programação nem o local onde será realizado a festa. 

Pastel de angu, patrimônio de Itabirito

Considerada a jóia gastronômica de Itabirito, o pastel de angu surgiu na Fazenda dos Portões, no século 19, quando a cidade ainda tinha o nome de Itabira do Campo. Conta a lenda, que a iguaria foi criada pelas escravas Philó e Maria Conga, que aproveitavam a sobra de angu, principal refeição dos escravos, para complementar a comida. Em uma de suas receitas, elas experimentaram usar um guisado feito com umbigo de banana e restos de carne como recheio para o angu e fritaram o quitute na banha de porco.

Realizada anualmente desde 2000, mobiliza toda a comunidade escolar da cidade e tem como objetivos a integração entre as escolas e a comunidade e a valorização da maior joia gastronômica de Itabirito: o “Pastel de Angu”. A festa é gratuita e apresenta atrações locais e nacionais.

A invenção das escravas ficou tão boa que ganhou espaço na Casa Grande e, com o passar do tempo, o prato se tornou paixão dos itabiritenses e de turistas que visitam a cidade só para experimentar a delícia. Atualmente, o pastel de angu foi aprimorado, com recheios mais sofisticados de carne, queijo, frango com catupiry, bacalhau, carne seca com catupiry e tudo que a criatividade itabiritense consegue combinar com o angu mineiro.

O modo de fazer o pastel de angu foi reconhecido como Patrimônio Imaterial de Itabirito pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha/MG, em 2011.

PLANEJE SUA VIAGEM: QUELUZ - SP

Localizada a leste do estado de São Paulo, Queluz fica a 221 km da capital paulista. Cercada de cachoeiras, a cidade possui um povo simples e agradável. Suas temperaturas amenas atraem turistas de todo o país em busca de tranquilidade e descanso. No verão, a famosa Águas de Marambaia é a cachoeira mais frequentada.

As manifestações culturais da cidade são vastas, destacando a célebre Festas da Moranga e da Mandioca, que, além da diversão, trazem também deliciosos pratos típicos. A Festa de São João da cidade é a mais tradicional festa junina de todo o Vale do Paraíba. O município ainda realiza outros eventos como a Festa do Doce, o Festival de Inverno, entre outros.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O RIO PERDE PARA A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA MAIS UM ATRATIVO HISTÓRICO: O QUARTEL CENTRAL DA PM DA EVARISTO DA VEIGA!

Com o anúncio da venda e demolição do prédio do Quartel General da Polícia Militar do Rio de Janeiro, localizado na Rua Evaristo da Veiga, no centro da cidade do Rio, para em seu lugar surgir mais um espigão, vale conhecer um pouco da história que nossa cidade vai perder para as "picaretas dos picaretas".

No caminho que ia da Rua da Guarda Velha (atual Treze de Maio) para o Morro do Desterro (atual Santa Teresa), os frades capuchinhos italianos, mais conhecidos como "Barbonos" ou "Barbadinhos", construíram em 1740 um pequeno hospício (convento) dedicado à Nossa Senhora da Oliveira, em terreno doado pelo então Governador do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, e pedido para tal pelo próprio Rei D.João V de Portugal no ano anterior.
O Hospício dos Barbonos foi projetado pelo engenheiro militar e Sargento-Mor José Fernandes Pinto Alpoim em 1740/42. Neste hospício, pela primeira vez, se plantou café com sucesso em 1760, à partir de duas mudas vindas do Maranhão. Em junho de 1808, foram desalojados os capuchinhos para cederem seu cenóbio aos religiosos do Carmo, que ali ficaram por vinte e dois anos. Os frades carmelitas, por sua vez, também tinham sido desalojados de seu convento no Largo do Paço para nele residir a Rainha D.Maria I, a Louca. Em 1831, por ordem da Regência Trina, saíram os frades do hospício e dele tomou posse a Guarda Real da Polícia da Côrte, esta instituição criada pelo Príncipe D.João a 13 de maio de 1809. 
A primeira providência dos policiais foi desativar a capela, que estava então não mais dedicada a Nossa Senhora da Oliveira, e sim à Nossa Senhora da Soledade, cultuada pelos carmelitas. Os santos foram deixados sob a guarda do Convento Franciscano de Santo Antonio em 1836, e no recinto da velha capela foi instalada uma prisão, e depois um hospital. Em 1857, entretanto, houve uma ordem do Governo de reinstalar a capela, o que ocorreu em 1861, sendo reaberta agora sob a invocação de Nossa Senhora das Dores. Como o vetusto templo cortava em dois o pátio interno do quartel, foi decidida em 1871 a sua reconstrução. Demolida a velha ermida, a atual, em estilo Neogótico, foi construída mais atrás, entre 1876 e 1881, sendo inaugurada em maio deste último ano.
Sendo o prédio do quartel pequeno e inadaptado para a polícia, e esta tendo muito se desenvolvido e ampliado no decorrer do Segundo Reinado, resolveu o Governo Imperial demolí-lo em 1889/96 e ampliá-lo de muito inclusive para isto destruindo o velho chafariz das Marrecas, inaugurado em 1785 ao lado do hospício pelo Vice-Rei Luis de Vasconcelos, sob o risco de Mestre Valentim. O projeto do novo edifício foi executado em 1889 pelo engenheiro e general Capitulino Peregrino Pereira da Cunha, e as obras foram iniciadas com o lançamento da pedra fundamental em 12 de novembro de 1889, sendo esta a última cerimônia pública em que participou o Imperador D.Pedro II, derrubado pela República três dias depois. Os trabalhos se arrastaram até o final do século XX, em sua última fase animados pelo seu comandante, Coronel Silvestre Travassos. Em 1975, com a fusão dos Estados da Guanabara e Rio de Janeiro, o quartel ganhou mais um pavimento, ficando então com três andares.

(Escrito pelo Prof. Milton Teixeira para o Jornal Folha Cultural)


ATRATIVOS DA PAULISTA QUELUZ!

Queluz é um município no leste do Estado de São Paulo, na microrregião de Guaratinguetá. A população estimada em 2003 era de 9544 habitantes e a área é de 249 km², o que resulta numa densidade demográfica de 38,33 hab/km².

Em Queluz localizam-se parcialmente a Pedra da Mina, ponto culminante do Estado (2798 m), no ponto de encontro das divisas do município com Lavrinhas (SP) e Passa Quatro (MG), e o Pico dos Três Estados (2665 m), que marca o ponto de encontro das divisas estaduais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Queluz originou-se de um aldeamento de índios puris, criado no ano de 1800. A aldeia cresceu em torno de uma capela, onde hoje se ergue a igreja matriz. O povoado foi elevado à vila em 1842, passando a município em 1876. Seu padroeiro é São João Batista e o nome de Queluz foi uma homenagem prestada à família reinante, tendo a localidade recebido o nome do palácio perto de Lisboa.

O município desenvolveu-se com a cultura do café, que aí deixou importantes marcos culturais, como as sedes ainda existentes das fazendas do Sertão, São José, Restauração, Bela Aurora, Regato, Cascata e outras.

O município conta com várias cachoeiras, como a conhecida Águas da Marambaia, que atrai grande quantidade de turistas no verão. O calendário de festas do município é farto, desde abril com a Festa da Moranga e da Mandioca, ingredientes primordiais para o prato típico do município, batizado de "Queluz na Moranga", passando pela Festa de São João em junho - tradicional festa junina, a maior e melhor de todo Vale do Paraíba -, pelo Festival de Inverno em julho, Festa do Doce em Outubro, entre outros eventos realizados pela população e prefeitura.

 Seus municípios limítrofes são Resende (RJ) a leste e nordeste, Areias a sudeste, Silveiras  ao sul, Lavrinhas a oeste e Passa Quatro (MG) ao norte.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

HOSPEDAR EM CASAS DE MORADORES, TORNA A VIAGEM UM VERDADEIRO MERGULHO DE CULTURA!

Nas viagens, sempre que possível fico em casa de moradores.
A óbvia economia é a última das vantagens. Para mim, viajar significa conhecer não somente museus e monumentos, mas também as pessoas e a cultura do lugar. Ficando na casa de moradores, vivo seu cotidiano, vejo seu modo de vida, converso sobre temas do país, observo alguns hábitos locais. Só assim pude saber, por exemplo, que os guatemaltecos comem feijão do café-da-manhã e algumas curiosidades da Finlândia. Além disso, obtive dicas sobre a cidade que não encontro em guias turísticos.
Mas, como eu consigo ficar em casa de moradores?
1) Com ajuda de alguém que já conheci antes em algum lugar e peguei o contato.
2) Ativando contatos. Perguntei aos quatro ventos: conhece alguém em tal lugar? Um amigo do amigo da amiga…
3) Internet. Existem sites que funcionam como rede de pessoas do mundo inteiro interessadas em hospedar viajantes. Basta fazer um registro, enviar pedidos de hospedagem para pessoas da cidade a qual se vai e aguardar uma resposta positiva. www.hospitalityclub.org http://www.couchsurfing.com/
Não tenha medo. Muitas pessoas têm prazer em receber alguém e mostrar sua cidade. Pense se você faria o mesmo por algum viajante…
Não pense que vai incomodar. Ninguém vai oferecer a casa por obrigação, só se quiser intercambiar com o viajante, que aporta outra visão do mundo.
Dessa maneira, a viagem vai além do turismo: vira um verdadeiro mergulho na cultura local.

Extraido do Blog "A bordo do mundo" 
http://abordodomundo.wordpress.com/

CURIOSIDADES DA FINLÂNDIA!

Na Finlândia, tive a oportunidade de ficar na casa de uma finlandesa chamada Kuka. Ela vive no meio da floresta e seus animais de estimação são duas renas! (Não resisti a ligar para minha mãe e dizer que estava na casa da Kuka, no meio da floresta). Ela me contou algumas coisas da Finlândia que achei curiosas:
- O país tem a cultura da sauna (Kuka tem uma no quintal). Até uns 50 anos atrás os partos ocorriam dentro das saunas!
- Os finlandeses têm que pagar uns 200 euros por ano para ter direito a ver televisão. O governo utiliza métodos originais para pegar em flagrante os que não pagam, mas assistem. Às vezes ligam para quem não pagou a anuidade e falam:
- Oi. Sou seu vizinho, meu sinal de TV está fraco. Com a sua TV está tudo bem?
Ou ligam dizendo ser de um programa de TV…
A multa é alta para os que roubam sinal.
- Cerca de 86% do país são protestantes. Quando um/a finlandês/a tem 14 anos, tem que participar de um acampamento de 2 semanas que fala da bíblia, de Jesus, da igreja, etc. Então tem que decidir se quer pertencer à igreja ou não (se não for ao acampamento não pode ser da igreja). Se decidir pela igreja pode casar-se, ser padrinho e ser enterrado em cemitérios cristãos. Caso contrário, não pode fazer essas coisas e é 5 vezes mais caro ser enterrado em outro cemitério. Os membros da igreja têm parte do salário descontada diretamente pelo governo, como dízimo.

Extraido do Blog "A bordo do mundo" 
http://abordodomundo.wordpress.com/

EXISTEM DUAS ANAS EM MIM. A ANA LÁ DE FORA E A DAQUI DO BRASIL!

Ando refletindo sobre porque é tão boa uma experiência no exterior e porque a volta é tão difícil. Ao sair do Brasil saí do meu ninho de conforto. Acho que, mais que dos lugares em si, gosto da Ana que aparece “lá fora”. Aqui sou menos forte, menos ousada, mais acomodada e mais tímida (seja para pedir informação ou para enviar meu curriculum). Lá, sei que se não pedir informação posso ficar perdida, que se não enviar meu curriculum para vários lugares, ficarei sem trabalho e sem dinheiro. Lá fora aceito coisas que provavelmente não aceitaria aqui. Acho que isso é regra geral para qualquer imigrante. Um exemplo são os tipos de trabalho. Aqui, se me aparece um trabalho nada a ver, vou recusar, afinal tenho o apoio da família e não passaria fome. Lá fora, o que surgir é bom, afinal preciso sobreviver…
O desafio é trazer a Ana lá de fora para aqui. Aqui é o lugar que melhor conheço, o lugar onde nasci. Lá fora, sem ilusões: por mais que fosse uma imigrante legal, sempre seria uma cidadã de segunda categoria.

Extraido do Blog "A bordo do mundo - Depoimento da Ana"
http://abordodomundo.wordpress.com/

FLORESTA DA TIJUCA, A MAIOR FLORESTA URBANA DO MUNDO!

O caminho do Alto da Boa Vista permeia um bairro cercado de belos jardins e paisagens naturais, onde se projetam luxuosas mansões e casas de festas. É nesse cenário que se chega à maior floresta em área urbana do planeta, a Floresta da Tijuca.
O clima se torna cada vez mais refrescante conforme nos aproximamos da floresta. O agradável passeio pode ser feito de várias maneiras: jipes realizam jipes tours; há opções de se aventurar em trilhas, caminhando pela própria floresta, ou até mesmo seguir de carro por todo o caminho.
Conhecer a floresta da Tijuca representa mais do que educação ambiental. É uma experiência que une bem-estar, saúde e cultura. 
Algumas construções da época do Império são simbolos memoráveis, como a Capela Mayrinck, recentemente reformada; e o Museu do Açude, são alguns exemplos.
Outros pontos de interesse para visitação são Lagoa das Fadas, Bom Retiro e Açude da Solidão, uma espécie de reservatório natural de água, que transmite muita tranquilidade aos que o visitam, ao exibir peixes que nadam harmoniosamente em cardume.
Além dos bosques e cachoeiras, também não se pode deixar de escrever sobre os mirantes, que fascinam os visitantes com vistas privilegiadas como a Pedra da Tijuca, o Bico do Papagaio e a Pedra do Conde, dentre muitas outras esplêndidas paisagens e acidentes geográficos.
Ao final do passeio, vale a pena se deliciar em um dos restaurantes da floresta e, é claro, não deixar de passar na lojinha próxima à entrada para levar algumas das lindas lembranças artesanais que são vendidas.

Dica: Aventuras do Rio

POR DENTRO DAS TRILHAS: TRILHA DO AÇUDE DO CAMORIM!

A trilha para o Açude do Camorim, localizada no interior do Parque Estadual da Pedra Branca no Rio de Janeiro, é muito bem marcada. Ela segue sempre subindo com desnível de 300 metros mais ou menos. Quando você der de cara com bifurcações é só seguir a mais desgastada e em pouco mais de uma hora de caminhada chega-se ao açude.
Além do pessoal  de caminhada o açude é visitado também pela galera do motocross que entra no parque clandestinamente e vai de noite até o açude. Em certa parte da trilha pode-se avistar algumas formações rochosas que compõem o Parque Estadual da Pedra Branca e também um pequenino mirante onde admira-se o Maciço da Tijuca e a Pedra da Gávea. Nessa parte da trilha aparecem vários muros de pedra cobertas de limo do lado esquerdo da trilha. As pedras são sobras de construção da represa que cerca o açude.

Dica: Aventuras do Rio

IMPRESSÕES DA GUATEMALA!

Em Ciudad de Guatemala fiquei na casa de uma família guatemalteca. Trocavam beijinhos a toda hora: ao levantar, ao deitar, ao sair e chegar. Comigo também. Achei que era coisa de uma família carinhosa. Um dia pego um ônibus para ir a um museu. Sento ao lado de uma moça e peço ajuda com o ponto em que devo descer. Ela vai descer no mesmo ponto. Começamos a conversar. Ao descermos, agradeço e ela se despede de mim com dois beijinhos!
Ao me mostrar o quarto em que ia ficar em sua casa, meu amigo guatemalteco Pichy me mostrou também a lanterna ao pé da cama. A maioria das pessoas ali tem uma. Caso algum terremoto acabe com a energia elétrica.
Na Guatemala, come-se feijão no café-da-manhã! Batido, como se fosse tutu, acompanhando uma tortilla (um disco feito de milho).
A cerveja Brahma é vendida na Guatemala. Mudaram o nome para Brava. Brahma ali significa cio.

Extraido do Blog "A bordo do mundo" 
http://abordodomundo.wordpress.com/

DICAS DE VIAGENS: CINCO ANOS JUNTANDO ENDEREÇOS!

Desde 2001 tinha o sonho de viajar pela América Latina. Não tinha a mínima idéia de como ia fazer isso nem quando. Parecia um sonho distante. Mas comecei a tratá-lo como uma realidade. Passei a juntar reportagens turísticas sobre países latinos. Sempre que conhecia alguém de um país que gostaria de ir, dizia:
- Um dia vou ao seu país. Posso pegar seu e-mail para você me dar dicas?
Geralmente as pessoas ficavam alegres, me davam seu contato e me ofereciam hospedagem caso passasse por suas cidades.
Passei cinco anos anotando emails e telefones de pessoas que nem sabia se voltaria a ver um dia. Desta forma, dos 8 países que visitei na América Latina, tive hospedagem em 7 capitais. Isso de ficar na casa de um nativo tem inúmeras vantagens além de ser uma grande economia que me proporcionou conhecer mais lugares.

Extraido do Blog "A bordo do mundo" 
http://abordodomundo.wordpress.com/
 

domingo, 18 de agosto de 2013

DOIS ANOS SEM OS BONDINHOS DE SANTA TERESA. PARTICIPE DA MANIFESTAÇÃO DE APOIO AOS BONDES !



DOIS ANOS SEM OS BONDINHOS DE SANTA TERESA
Marco 27 de agosto - Programação

DIA 24/8 - SÁBADO / 15 HORAS - LARGO DOS GUIMARÃES

Ato de Luto e Luta 
Artistas vão se apresentar
Técnicos vão orientar
Amigos vão reforçar
Moradores vão falar
AMAST vai informar
Blocos de carnaval vão passar:
Carmelitas,
Aconteceu,
Céu da Terra,
Badalo.


BONDE JÁ !

sexta-feira, 16 de agosto de 2013



ENTARDECER NO MORRO DA CONCEIÇÃO
Porto Maravilha
Rio de Janeiro


PARQUE MUNICIPAL FURNAS DO CATETE
Mirante do Cão Sentado
Nova Friburgo


PARQUE MUNICIPAL FURNAS DO CATETE
Mirante do Cão Sentado
Nova Friburgo


PARQUE MUNICIPAL FURNAS DO CATETE
Mirante do Cão Sentado
Nova Friburgo

CONCURSO DE CULINÁRIA ELEGE AS 7 MARAVILHAS GASTRONÔMICAS DO ESTADO DO RIO!

A comida pode revelar muito das culturas locais, em países da Ásia, grilos fritos são considerados apetitosos petiscos. Certamente para esses amantes de lanches com insetos é difícil entender o gosto que o brasileiro tem pela mistura de vários pedaços de porco e feijão com acompanhamentos tão distintos, quanto couve e fatias de laranja.
Amante da gastronomia o jornalista Chico Júnior, que também é autor dos livros Roteiros do Sabor Brasileiro(2005) e Roteiros do Sabor do Estado do Rio de Janeiro (2007), lançou um concurso para eleger as 7 Maravilhas Gastronômicas fluminenses, no começo de julho. “Comida tem muito mais a ver com cultura do que com sabor. Porque a gente pode achar que é um absurdo comer grilo, mas o chinês cresceu comendo aquilo”, destacou o jornalista.
No concurso 7 Maravilhas, esses e muitos outros exemplos da múltipla gastronomia fluminense estão catalogados nas categorias Entradas & Petiscos, Refeição, Bebidas, Doces e Sobremesas,  Da Terra, Da Água e Laticínios.  A lista inicial é formada por uma pré-seleção de 40 pratos e produtos do Estado, compiladas por Chico Júnior durante suas viagens e anos de pesquisa. As votações finais para eleger os ícones da culinária fluminense acontecerão entre os dias cinco de agosto e 31 de outubro. A votação acontece no site http://www.projetomaravilhas.com.br/
Finalistas da região
Cachaça de Paraty
Foi a primeira a receber Indicação Geográfica (IG) com selo de Indicação de Procedência (IP), conferido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2007. A cidade, no sul do Estado, foi referência na produção de aguardente no Brasil colônia, totalizando na região mais de 100 alambiques até 1700. A pinga produzida no município ganhou fama pela qualidade e garantiu importância socioeconômica para a região.
Camarão casadinho-Paraty
Tudo indica que essa iguaria caiçara, servida em quase todos os restaurantes da cidade, foi criada em 1956 por uma cozinheira de Paraty. É uma receita ao mesmo tempo simples e saborosa. Pegam-se dois camarões bem grandes, tipo VG, e abrem-se as barrigas, que são recheadas com farofa de camarão, refogada com cebola, cheiro verde e pimenta. Os dois camarões são presos com palitos e postos para fritar em óleo bem quente.
Macadâmia de Piraí
No Estado do Rio, a noz-macadâmia, que não deve nada à castanha-de-caju ou ao amendoim, é quase uma exclusividade de Piraí. Ali se encontra o único pomar produtivo de macadâmia do estado, com 45 mil pés. Segundo a Associação Brasileira de Noz Macadâmia, o município é o maior produtor do  Brasil. De origem australiana, a macadâmia chegou ao Brasil em 1935, trazida pelo engenheiro agrônomo João Dierberger, que começou a cultivar no interior de São Paulo.
Pasteis do Bar do Chuveiro-Angra dos Reis
Muita gente que vai para Paraty, ou mesmo para as praias, marinas e condomínios que ficam entre Angra e aquela cidade, não deixa de dar uma paradinha básica no Km 112,5 da Rio-Santos para apreciar os pasteis saborosos do tradicional Bar do Chuveiro, cuja fama já extrapolou a cidade. Nos fins de semana, o movimento é intenso e fica difícil conseguir um lugar, mas sempre vale esperar um pouquinho. São 35 tipos de pasteis.
Peixe com banana da Costa Verde
O ensopado servido em vários restaurantes da região da Costa Verde é a principal referência de herança da gastronomia caiçara do Estado. A cozinha caiçara é originária dos hábitos alimentares dos índios que viviam no litoral do Brasil. Ao sul do Estado do Rio, a combinação de peixe com banana feito como ensopado em panela de barro é uma das especialidades da região
Pinhão- Visconde de Mauá
O fruto/semente da araucária é uma das marcas registradas de Mauá, que anualmente realiza a Festa do Pinhão, quando os restaurantes do lugar participam de um concurso em que os pratos têm que ter a iguaria na receita.
Salgadinhos do Cospe Grosso – Rei dos Salgadinhos-Resende
No início da década de 1980, este bar de Resende era apenas um pé-sujo que servia ótimos salgadinhos, atraindo gente não só da cidade, mas de outras localidades. Cresceu, passou por reformas, virou um pé-limpo,mas continua servindo ótimos salgadinhos.
Tilápia de Piraí
Piraí ostenta o título de maior produtor de tilápia do Estado do Rio de Janeiro. Por mês, o cardume chega a sete toneladas. A criação de tilápia é tão importante para o município que o peixe é até a estrela, junto com a macadâmia, de um já tradicional festival gastronômico da cidade, o Piraí Fest. Não é à toa que a tilápia está no cardápio de todos os restaurantes e hotéis da cidade.
Tomate de Paty do Alferes
O município é o maior produtor de tomates do Estado. Por isso, a fruto ganhou até um evento especial anual, a Festa do Tomate de Paty de Alferes.
Truta rosa de Visconde de Mauá
Pela cor da carne, parece salmão. Mas ao prová-la, sente-se que a truta rosa de Mauá, também conhecida como truta salmonada, difere-se na textura e no sabor, tão bom ou melhor do que o salmão. Dez entre dez dos melhores restaurantes de Mauá usam o peixe em seus cardápios. Em Mauá, a truta salmonada criada nas águas límpidas e frias que cortam o Vale Santa Clara reina absoluta.
Trutas da Serrinha-Resende
Divisa com o Parque Nacional do Itatiaia, a Serrinha do Alambari, ou simplesmente Serrinha, vem se consolidando como um agradável espaço de lazer e estância climática, dentro de Área Proteção Ambiental (APA). Ali está instalada, desde 1984, a Trutas da Serrinha, um lugar lindo e agradável, onde o visitante acompanha todo o processo de produção da truta arco-íris, da desova ao abate.
Vieiras da Ilha Grande-Angra dos Reis
Para quem não sabe, as vieiras, que também têm o pomposo nome deCoquilles Saint-Jacques, um molusco adorado pelos franceses, são nativas da Baía da Ilha Grande. Por isso, ali têm o seu habitat pra lá de natural. É o maior produtor do Estado do Rio de Janeiro.

16,17,18/AGOSTO - 31º FESTIVAL DA CACHAÇA, CULTURA E SABORES DE PARATY. VALE A PENA SE AVENTURAR POR LÁ!

Até domingo Paraty realiza o 31º Festival da Cachaça, Cultura e Sabores. Segundo os organizadores, o Paço Municipal, local da festa, terá vários ambientes, que contam a trajetória da bebida, com detalhada decoração voltada  para a degustação. Já na entrada do prédio um rancho guarda peças de colecionadores e curiosidades sobre essa bebida. Nos jardins, o DJ Bruno comanda uma pista de dança, misturando ritmos e luzes.
Nos salões, o visitante pode conhecer um pouco mais da cultura caiçara. A exposição composta por tapetes e almofadões leva o visitante a conhecer os hábitos da população local.  Vídeos  projetados na parede e o acesso a livros, revistas e textos sobre o tema estarão à disposição espalhados pelo grande salão mantendo a atmosfera lounge. Na sala das sessões da Câmara de Vereadores de Paraty, haverá um espaço dedicado a palestras sobre a cachaça. Todo o evento é de graça e a classificação livre.
Veja as atividades culturais:

Sexta-feira (16):
17h - Apresentação da Coral Indígena Guarani Itaxi, de Paraty Mirim.
19h - Lançamento da Campanha pelo registro da Canoa Caiçara  como Patrimônio Cultural do país.
20h - Apresentação da Ciranda de Tarituba.
Sábado (17):
17h -  Apresentação dos Coroas Cirandeiros.
18h30 - Palestra sobre a “Paraty, a Cachaça e suas histórias.”
20h - Show do músico Felipe Guaraná.

Domingo (18):
17h - Apresentação do Jongo do Campinho.
18h30 - Palestra sobre a “Cana de Açúcar: território e sustentabilidade”.
20h - Encerramento com o show do Arrastão do Jabaquara.

O ARTES DE PORTAS ABERTAS DE SANTA TERESA VAI ACONTECER NESTE FINAL DE SEMANA!

Acontece, neste fim de semana (17 e 18), a 23ª edição do Arte de Portas Abertas, tradicional evento que acontece anualmente em Santa Teresa. Das 11 às 18h, 35 ateliês abrem suas portas e mais de cinquenta artistas expõem suas obras, seja em seus próprios locais de trabalho ou em exposições em cinco centros culturais. Também participam do evento 22 restaurantes e lojas.
Os visitantes poderão conferir trabalhos feitos com diferentes conceitos e materiais, como gravuras, desenhos, pinturas, aquarelas, esculturas, fotografias, cerâmicas, infoarte, designs, objetos, maquetes, instalações e arte popular. Os organizadores esperam receber um público de 30 mil pessoas durante todo o evento.

E neste ano, além da tradicional abertura dos ateliês, o evento foi ampliado e, pela primeira vez, conta com atividades fora dos limites de Santa Teresa. Em comemoração aos dez anos do coletivo da Chave Mestra, coletivo de artistas responsável pela organização da mostra, acontecerá na sexta (16) a 1ª Bienal Internacional de Ocupação Pública que, além de reunir obras de artistas brasileiros, franceses e argentinos no Campo de Santana, no Centro, terá um debate com Guilherme Vergara na Faculdade de Direito da UFRJ. Ela se estenderá até o dia 5 de setembro, com a exposição coletiva do projeto “Souvenir dos Sonhos” no Consulado da Argentina, em Botafogo.

Veja abaixo a lista completa dos ateliês e espaços que participam do evento:

Abigail Nunes – Desenho (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 – Sobrado)
Alex Nery – Gravura (Rua Paula Matos, 46)
Ana Maria Moura - Pintura e Desenho (Rua Paschoal Carlos Magno, 90)
Ascensión Chanqués - Escultura (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 sobrado)
Bárbara Sotério – Gravura (Rua Paula Matos, 46)
Binho Maturano- Cerâmica (Rua Paschoal Carlos Magno, 7)
Carlos Antunes - Pintura, Escultura e Instalação (Rua Áurea, 118)
Deborah Costa - Patch Art (Rua Felício dos Santos, 3)
Delfina Renck Reis - Desenho, Pintura e Toy Art – (Travessa Oriente, 16/ B)
Dony Gonçalves – Cerâmica/Desenho/Fotomontagem (Rua Paschoal Carlos Magno, 7)
Dorothee Ledermann - Cerâmica (Rua Murtinho Nobre, 330 / S -201)
Edson Silveira - Gravura/Pintura (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 sobrado)
Ewa Priester - Fotografia (Rua Monte Alegre, 395)
Favoretto - Pintura/Desenho (Rua Murtinho Nobre, 75)
Fessal - Pintura/Gravura (Rua Oriente 422)
Flavio Papi – Maquete (Rua Santo Alfredo, 40 Largo das Neves)
Getúlio Damado - Arte Popular (Rua Leopoldo Fróes, 15)
Haroldo Viegas – Fotografia (Ladeira de Santa Teresa, 105 fundos)
José Geraldo Furtado – Fotografia (Rua Hermenegildo de Barros, 163)
José Luiz – Escultura (Travessa Fluminense, 14)
JVicttor – Pintura/Fotografia/Colagem/Arte em geral (Rua Prefeito João Felipe, 386)
Kitty Paranaguá – Fotografia (Rua Oriente 414)
Klaus Reis – Pintura/Desenho/Ilustração/Quadrinhos (Rua Santa Cristina, 88)
Lucas Reis - Pinturas em óleo e Acrílica (Rua Teresópolis, 62)
Marcius Tristão – Escultura (Rua Paula Matos, 46)
Marco Forgiarini – Gravura (Rua Paula Matos, 46)
Martha Pires Ferreira – Desenho
Michael Ende – Fotografia (Rua Candido Mendes, 691/301)
Norbert Zehmer – Pintura/Desenho/Fotografia (Rua Felício dos Santos, 14 apt 202)
Pedro Grapiúna – Escultura (Rua Almirante Alexandrino, 54 – B casa 5)
Regina Marconi – Pintura/Desenho (Rua Paschoal Carlos Magno, 90 sobrado)
Renan Cepeda – Fotografia (Rua Oriente 414 – Loja)
Sergio Amadei - Designer de reaproveitamento de matéria prima (Ladeira do Viana, 01)
Thais de Siervi – Cerâmica (Rua Murtinho Nobre, 33/ S-201)
Thelma Innecco – Escultura (Rua Paschoal Carlos Magno, 19)
Thiago Barros – Fotografia (Rua Oriente 414)

Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo
Rua Monte Alegre, 306 - Santa Tereza - 2215-0618
Adel Gonzaga - Colagem
Adias - Pintura
Alex Brazil - Instalação
Alvaro Almgren - Pintura
Coletivo 13 Numa Noite - Performance/Instalação.
Laura Santiago – Pintura/Desenho.
Madalena Colette – Colagem/Desenho.
Maria Perdigão - Pintura
Maria Verônica Martins - Aquarela
Miriam Miranda - Objeto
Priscila Gaertner - Fotografia
Sandra Fioretti - Pintura
Sandra Nunes - Pintura
Ziza Dourado - Vídeo

Casa Alto Lapa Santa
Rua Joaquim Murtinho, 654 – Santa Teresa - 2220-5458
Heloisa Pires Ferreira - Gravura

Canto da Carambola
Rua do Oriente, 123 – Santa Teresa - 2210-0289
João Moura e Bárbara Sotério – Gravura

Casa Amarela
Rua Hermenegildo de Barros, 163 –– 9987-3105

JVicttor - Pintura

Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Rua Benedicto Hipólito, 125 – Centro - 2221-7760

Maria Verônica Martins Aquarela – Aquarela - “Carnaval in Santa”
Coletivo da Chave Mestra - vários

Museu Chácara do Céu
Rua Murtinho Nobre, 93 - 3970-1126
Pedro Grapiúna - Ferro Reciclado / ferro, tinta e verniz – “Pros Deuses”

TIJUCA, DE ÁREA RURAL A POLO COMERCIAL DA ZONA NORTE DO RIO!

No passado, a Tijuca era uma área rural cheia de chácaras, grandes propriedades de famílias tradicionais e fazendas de café. Essas famílias começaram a abrir ruas em seus terrenos, com intuito de atrair mais movimento e desenvolvimento para aquela região. No final do século XIX, algumas fábricas se deslocaram do centro para os bairros com terrenos mais vastos, e no século XX já podiam ser encontradas diversas fábricas na Tijuca, o que tornava o bairro muito movimentado. Em 1820, surgiu a Fábrica das Chitas, onde se estampavam tecidos de algodão vindos da Índia. A fábrica se localizava num entroncamento de dois caminhos: o caminho do Andaraí Pequeno, hoje Rua Conde de Bonfim e a Travessa do Andaraí, atual Rua Desembargador Isidro. Aquele local permaneceu conhecido como Largo da Fábrica das Chitas e foi o primeiro foco de urbanização da região.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

06,07,08/SET - ILHA GRANDE COM AVENTURAS!



No sábado, após o café-da-manhã, estaremos a caminho de uma das praias mais lindas da ilha, a Praia de Dois Rios, que como o próprio nome já indica, possui um rio de casa lado da praia. O lugar é simplesmente paradisíaco.
A região onde ficava localizado um dos presídios mais falados da época da ditadura, onde até o Fernando Gabeira teve que se hospedar a força, virou um atrativo turístico de primeira qualidade, desses que não se pode deixar de conhecer. Os escombros do presídio implodido e o Museu que visitaremos nos contará um pouco dessa história triste do Brasil.
Pescadores e suas redes, rios de águas esverdeadas e frias, mata de um verde quase oliva contrastando com o azul turquesa das águas calmas do mar, todo esse belo visual estará a nossa frente para curtirmos juntos um dia espetacular.

VEM COM A GENTE !
Info: aventurasdorio@gmail.com

AVENTURAS DO RIO

Porque a Ilha Grande em grupo é mais gostoso!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

MADRID, UMA CIDADE QUE VALE A PENA CONHECER SOBRE TODOS OS ASPECTOS!

Com imponentes avenidas, prédios elegantes, tráfego intenso, gente bonita e bem vestida pelas ruas, Madrid é desses lugares que logo causa impacto no visitante e o faz se sentir em casa, sem tempo para pensar na inclemente crise econômica que afeta a Espanha. A sensação que Madrid transmite aos turistas continua sendo a de uma cidade dinâmica e moderna que preserva com cuidado sua herança histórica e suas tradições. 

Madrid tem grandes avenidas, mas uma delas é considerada o coração da cidade, e justamente por isso leva o nome de grande avenida, a Gran Via. É o ponto de referência ideal para começar a percorrer a cidade. Tome como ponto de partida a Plaza de España, ladeada pelos prédios Edifico de España e Torre de Madrid e tem no centro um monumento dedicado a Cervantes, com destaque para as estátuas de Dom Quixote e Sancho Pança. Siga em direção à Plaza de Callao e poderá apreciar a Gran Via ferver dia e noite: comércio, gente, cinemas, restaurantes, um trânsito frenético e vida pulsante. 

Inclua em seu roteiro a Catedral Almudena, cuja construção levou mais de cem anos. Sua origem vem de 1561, época em que o rei Felipe II transformou Madrid em capital da Espanha. Depois visite o Museu Nacional Reina Sofia, que abriga a melhor coleção de arte contemporânea do país, com obras de Miró, Salvador Dali e Picasso. Nos arredores ficam também os museus Del Prado e Thyssen-Bornemisza.
Os consumistas compulsivos não podem deixar de dar um pulo numa das dezenas de lojas da cadeia El Corte Inglês, a mais importante loja de departamentos do país e uma das maiores da Europa. No Corte Inglés encontra-se simplesmente de tudo para todos e sua cafeteria é uma atração à parte. 

O Palácio Real de Madrid é a versão espanhola de Versailles, um dos maiores e mais luxuosos da Europa, com seus mais de dois mil aposentos. Seu projeto foi concebido em 1734, quando o rei Felipe V decidiu erguer um grande palácio em substituição à primeira fortaleza que existia no local, destruída pelo fogo.
Até 1931 o Palácio Real servia como residência dos reis da Espanha, embora atualmente apenas ocasionalmente é ocupado pelos soberanos. Toda sua decoração interna foi criada por grandes mestres das artes, como Tiepolo, Giaquinto, Goya, Rubens, Velásquez e El Greco. 

Mas poucas coisas transmitem com tanta perfeição o clima histórico de Madrid como seus bairros antigos, onde restaurantes, tabernas, balcões de ferro e lampiões nos conduzem de volta no tempo. A área próxima à Plaza Mayor reúne um pouco dos encantos de Madrid que seduzem o mundo.
Não deixe de visitar o Mercado de San Miguel, instalado na parte alta da Cava de San Miguel. Costuma funcionar nos dias úteis até as duas da tarde, fechando mais cedo aos sábados. Lá encontram-se frutas, condimentos, carnes, queijos e outras delícias locais. Vale almoçar no Restaurante Botin, fundado há quase trezentos anos, o mais antigo restaurante do mundo.

Madrid é uma cidade com generosas áreas verdes. O principal parque da cidade é o Parque del Retiro, bem no centro, formado por 120 hectares de belos jardins, gramados, árvores centenárias, barquinhos para alugar e, durante o verão, shows de marionetes e apresentações teatrais e de música. Merecem ainda destaque no parque o mausoléu de Alfonso XII, o Jardim de Rosas, o Palacio de Cristal e o Palacio de Velasquez. 

Ir a Madrid e não assistir a um show de música flamenca é como ir ao Brasil sem conhecer o carnaval. O flamenco é um estilo musical com raízes na região da Andaluzia e nas tradições ciganas. Consiste basicamente na apresentação de dançarinos, trajando roupas típicas, acompanhados por guitarras acústicas e ritmo marcado por castanholas e palmas. Muito mais do que simplesmente música e dança, nos passos do flamenco está presente a própria cultura espanhola. 

Em sinal de protesto, ignore a Plaza de Las Ventas onde se apresentam os maiores toureiros espanhóis em espetáculos que hoje em dia são repudiados em todo o mundo pela barbárie cometida contra os animais. Em vez disso, fique atento à temporada de futebol e não desperdice uma oportunidade de ir ao estádio Santiago Bernabéu, o quartel-general do Real Madrid e uma das maiores e mais bem instaladas arenas de futebol do planeta.

Para quem gosta da noite, Madrid é o lugar certo, com ruas, calçadas, restaurantes e bares lotados e animadíssimos até altas horas da madrugada. São imperdíveis as "tapas", como são chamadas as diversas comidinhas e aperitivos tradicionalmente saboreados entre as refeições. Os pratos espanhóis incluem quase sempre muito azeite e alho e entre os mais tradicionais estão a conhecida Paella Vallenciana, à base de arroz, legumes, frango e frutos do mar. Outras opções muito pedidas são Sopa Gazpacho, Lechazo Asado, Chuletillas, Tortilla de Patatas, Chorizo, Jamón Serrano, Cocido Madrileno, Cochinillo de Castilla e León e Gazpacho Andaluz.

sábado, 10 de agosto de 2013

ROTA DA INDEPENDÊNCIA. UM ROTEIRO QUE ALIA CONHECIMENTO SOBRE A HISTÓRIA DA BAHIA À CULTURA PECULIAR DO RECÔNCAVO BAIANO (ETAPA 3: SÃO FÉLIX)

Repleta de cenários, personagens e emoções, a Rota da Independência é um prato cheio para quem quer conhecer a Bahia através da história das lutas pela libertação contra os portugueses. Entre as cidades do Recôncavo que foram parte fundamental da história, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix e Muritiba mostram como se desenvolveram e conservaram o patrimônio histórico e suas belezas naturais quase duzentos anos depois.

Durante as lutas pela Independência da Bahia, em 1822, São Félix teve fundamental importância nas batalhas contra a canhoneira portuguesa. Da margem do rio, os manifestantes partiam em canoas para atacar os inimigos. Depois de muitas baixas, os sanfelistas conseguiram enfraquecer a esquadra lusitana e levá-la à derrota, junto com o povo de Cachoeira.

Cravada entre o rio e a serra, São Félix teve uma importante função de terminal tropeiro, pois dali partia a Estrada de Minas, que passava pela Chapada Diamantina, até chegar a Minas Gerais e Goiás. Durante os séculos XVIII e XIX, o desenvolvimento comercial fez a cidade crescer em um ritmo acelerado. Às margens do rio Paraguaçu foram instalados depósitos e armazéns de fumo e três grandes fábricas de charuto, que fizeram São Félix ser chamada de Cidade Industrial. A produção de charutos local já foi a maior exportadora da República e foi responsável pela construção da estrada de ferro.

A cidade reúne monumentos e prédios seculares datados dos séculos XVII, XVIII e XIX, que compõem o acervo arquitetônico e histórico. Logo ao atravessar a ponte, o visitante chega à praça Manoel Vitorino, onde fica localizada a Igreja Matriz de Deus Menino. A fachada do templo possui uma grande portada e quatro janelas no coro, todas com vergas recortadas e molduras em argamassa. No acervo, diversas imagens da Sagrada Família de Nossa Senhora do Rosário e Cristo Crucificado.

CHEGADA DA FAMÍLIA REAL DESENCADEOU PROCESSO.

Em 1808, com a chegada da família real ao Brasil, grandes transformações levaram o país ao caminho da Independência. Aos poucos, a instalação da corte lusitana fez o Brasil passar de colônia a Reino Unido a Portugal e Algarves. No fim do séc. XVIII, a Bahia passou por um movimento popular pela emancipação da província, contra a carga de impostos cobrados pela Coroa e o sistema escravista, conhecido como Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (1798) e que culminou na guerra pela Independência da Bahia.

Após a formação da Junta Provisória (1821), tropas da Legião Constitucional lusitana foram enviadas a Salvador, a fim de garantir a ordem. Militares e civis foram para a Câmara de Salvador e convocaram o povo para exigir a deposição da Junta. A Legião Constitucional foi então chamada para ocupar a praça municipal, sob o comando do governador das armas, Inácio Madeira de Melo.

Os conflitos fizeram com que um grande número de famílias baianas abandonasse a capital rumo às vilas do Recôncavo. A partir da eleição de membros para uma nova Junta, a revolta acirrou as manifestações entre portugueses e brasileiros, culminando no ataque português ao Forte de São Pedro e ocupação da capital.

Após os ataques, os representantes das vilas do Recôncavo reuniram-se na Câmara de Cachoeira, em 1822, para montar um governo interino e lutar pela retirada das tropas portuguesas. A manifestação foi atacada por uma canhoneira portuguesa no rio Paraguaçu. A troca de tiros durou até o dia seguinte, com a vitória do povo cachoeirano. Em homenagem a esse dia histórico, desde 2007 a cidade de Cachoeira transforma-se na capital do Estado no dia 25 de junho.

Outras batalhas fizeram os brasileiros ganharem forças na luta da Independência da Bahia, como a batalha de Cabrito, Pirajá e a tentativa de ocupação portuguesa em Itaparica. A esquadra naval de Lord Cochrane cercou os portugueses em Salvador, enquanto em terra exércitos do Recôncavo faziam o bloqueio. Madeira de Melo foi forçado a abandonar a cidade no dia 2 de julho de 1823, quando esta foi ocupada pelas tropas baianas, libertando definitivamente a Bahia do domínio lusitano. O 2 de julho ficou assim marcado com a data da Independência da Bahia, comemorada todos os anos com muita festa, em todo o Estado.

FABRICAÇÃO ARTESANAL DE CHARUTOS DE SÃO FÉLIX ATRAI VISITANTES PARA A CIDADE.

À margem do rio Paraguaçu é possível conhecer a única fábrica de charutos que ainda funciona na cidade. A Fábrica e Centro Cultural Dannemann mantém a fabricação artesanal feita pelas habilidosas charuteiras, que transmitem o delicado ofício de mãe para filha. O trabalho de confecção artesanal dos charutos faz com que a fábrica tenha um padrão reconhecido internacionalmente.

A fábrica funciona com 11 charuteiras que produzem entre 200 a 400 charutos por dia, a depender do tipo fabricado; ao todo, são produzidos nove tipos de charutos. O Centro Cultural Dannemann é um espaço utilizado para exposições, oficinas e cursos. O local é sede do Festival de Filarmônicas e da Bienal do Recôncavo, que este ano será realizada a partir do dia 27 de novembro. Além de conhecer cada passo da produção fumageira, o visitante pode adotar uma árvore, que é plantada através de um projeto de reflorestamento com árvores nativas.

No prédio que abrigava a antiga sede da Dannemann, construído no fim do século XIX, hoje funciona a Casa de Cultura Américo Simas. O espaço abriga cursos de linguas, artesanato e de educação patrimonial, oficinas, e serve como sede da organização de eventos locais, com a Festa da Independência. O nome da casa é uma homenagem ao engenheiro Américo Simas, sanfelista responsável pela construção da barragem de Bananeiras, atual usina hidrelétrica de Pedra do Cavalo.

Outra construção do final do século XIX é o prédio da Prefeitura de São Félix. No local, é possível encontrar detalhes conservados, como os vitrais, que representam a produção agrícola local, e pinturas nacionalistas no teto. A fachada tem inspirações em detalhes do Palácio de Berlim e do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Duas águias e o relógio despontam de forma majestosa na parte superior do prédio.

A praça Inácio Tosta foi palco do comício feito por Miguel Guanais, em 1831, para mobilizar os populares a invadir o Convento do Carmo, em Cachoeira. Agípio José de Souza, avõ do poeta Castro Alves, foi um dos que aderiram ao movimento, que iniciou o processo de tomada da invasão da Câmara de Cachoeira onde foi constituido o governo provisório. Na mesma praça, está o sobrado Arraial de São Félix, às margens do Paraguaçu, antiga residência de Castro Alves.

Pela ladeira de Santa Bárbara, São Félix revela uma vista encantadora da região, com a grande barragem de Pedra do Cavalo e os belos traços dos casarões de Cachoeira. Na subida, a casa onde viveu o artista xilógrafo alemão Karl Heinz Hansen, conhecido como Hansen Bahia, abriga exposições e permanece como um museu, onde é possível conhecer a maneira inovadora de como o artista integrava as obras de arte e suas ferramentas à arquitetura do ambiente.


DO RIO A SANTOS (PARTE 1). CONHEÇA AS MELHORES PRAIAS DESSE ROTEIRO FANTÁSTICO!!

Não há erro. Em qualquer cantinho do litoral entre o Rio de Janeiro e Santos, volta-se ao paraíso. Isso vale para qualquer praia, pequena ou grande, de enseada ou de mar aberto. Àguas limpas, areias macias, sol sempre presente, gente bonita por todos os lados. É a nossa Riviera. Observem :

Praia de Grumari - Rio de Janeiro

Linda praia na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro localizada numa belíssima área de proteção ambiental. Com areia avermelhada e mar verde-azul, é ótima para a prática do surfe e a pesca de arremesso. É a praia mais primitiva do Rio.

Praias das ilhas de Itacuruçá 

A poucos quilômetros de distância do Rio de Janeiro, na cidade de Itacuruçá, aparece um belo litoral de praias fantásticas. Águas Lindas, Praia Grande, Principal, Pompeba e Martins são praias de Itacuruçá localizadas nas ilhas ao redor da cidade.

Na Ilha de Itacurçá (40 minutos de barco), encontramos duas boas praias: Águas Lindas, que tem cerca de 500 metros de areia grossa, mar calmo e muita vegetação a sua volta; e Praia Grande, bem maior (cerca de 1km)), com mar calmo, areia muito fina e algumas casas de pescadores e veranistas. Ambas são excelentes para banhos.

Na Ilha de Jaguanum, distante 45 minutos do cais de Itacuruçá, a grande atração é a Praia Principal, uma faixa estreita de areia fina e clara, com casas de pescadores. A Ilha de Pombeba fica perto, quase toda tomada por uma só praia, pequena e muito bonita.

Outra ilha que merece uma visita é a Ilha do Martins. Lá existe um bar e restaurantes que oferece um bom serviço gastronômico e de bebidas, além de aluguel de caiaques (o mar é manso, mais parecendo uma lagoa).

Praias da Ilha Grande

Pertencente ao município de Angra dos Reis, a Ilha Grande posssui uma infinidade de paradisíacas praias, algumas delas alcançadas apenas por barcos ou por demoradas trilhas. Praias com a da Feiticeira, com cavernas nos costões; Japari, com sua colônia de pescadores; a Praia Grande e a do Sal, na Freguesia de Santana, povoado mais antigo de Angra dos Reis.

Voltadas para o mar aberto estão as praias de grandes ondas, onde não é fácil chegar de barco, como a de Andorinhas, Provetá, com seu núcleo de evangélicos, e a de Cachadaço, pequena, linda e com muitas lagostas. As três maiores praias que formam uma faixa contínua de 6 km de areia, semelhante à Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, são as do Sul, do Leste e do Aventureiro, todas na grande enseada da Praia do Sul, aberta para o oceano.

Outras praias importantes da Ilha Grande que não podem ser esquecidas são as Praias de Lopes Mendes, Palmas, Dois Rios, Parnaioca, e Areia Preta. Todas espetaculares e merecem a visita.

Praia do Sono - Parati

Localizada a 35 km ao sul do centro histórico de Parati. São 3 km de areia solta que canta quando alguém anda por ela. Mar bravo com um povoado de caiçaras que em conversas regadas a muitas cervejas costumam contar a lenda do cavalo branco que cavalga pela praia nas noites de lua cheia. Com certeza é uma das mais lindas praias desse roteiro. A praia fica entre dois morros altos e ali o sol nasce mais tarde e desce mais cedo. Fantástico.

Trecho Sul de Parati

Com praias calmas e paisagens exuberantes e quase virgens. Praia Grande, Cajaíba, Pouso da Cajaíba, Itaoca, Praia Vermelha, Saco do Mamanguá e da Paca, são praias paradisíacas dessa região.

A Cajaíba, de difícil acesso (só de barco), na verdade é um conjunto de praias: Praia Grande, Cajaíba e Pouso da Cajaíba (onde o Padre Anchieta teria dormido em uma de suas caminhadas) e Itaoca; mar agitado e pequenas comunidades de caiçaras são encontradas ao longo desse recantos pouco visitados do Estado do Rio de Janeiro.

Trecho Parati - Ubatuba, divisa Rio - São Paulo.

Desses paraísos falaremos em nossa próxima conversa. Até lá!



sexta-feira, 9 de agosto de 2013

DO RIO DE JANEIRO AO CHUI, UMA AVENTURA AO SUL DO BRASIL. ETAPA 1: DO RIO AO GUARUJÁ, OS ENCANTOS DE UMA REGIÃO ORA SOFISTICADA, ORA SELVAGEM, MAS SEMPRE BONITA!!

Pela Rio - Santos freneticamente saindo da Cidade Maravilhosa em direção ao sul do Brasil fomos deixando Ipanema com sua garota de lado, tão cantada e decantada por Tom Jobim e Vinicius de Moraes na contagiante década de 60, passando rapidamente pela Barraca do Pepê, campeão de vôo livre que tragicamente se acidentou numa montanha no Japão encerrando a vida precocemente. Cruzamos pelas diversas 'Tias de Guaratiba", conhecidas pelas saborosas muquecas de camarão e frutos do mar que todo o turista aprecia ao chegar ao Rio, até que, depois de algum engarrafamento, entramos na estrada que já nos esperava impacientemente, como querendo também que nossa viagem fosse uma grande aventura. Não era uma viagem qualquer, mas uma espetacular aventura por uma das rodovias mais lindas do Brasil e, quem sabe, de todo o nosso planeta. Sim, porque não é em qualquer lugar que encontramos Ibicuí, Muriqui, Itacurussá, Mangaratiba etc... para apreciar. È ou não é um bom começo de viagem?

Depois de passarmos por diversos balneários de perto do Rio, chegamos em Angra dos Reis, com suas quase 400 ilhas e um imenso golfo formado pela paradisíaca Ilha Grande. Mais 100 km adiante, avistamos Parati, descoberta nos anos 60 por artistas, boêmios e intelectuais do eixo Rio e São Paulo. A cidade se conservou com suas ruas estreitas, os sobrados e casarões coloniais de seu bairro histórico, intácto, quase como era durante o século XVIII. Lá funcionava um entreposto de ouro que era garimpado de Minas Gerais. Hoje em dia, o clima da cidade continua o mesmo daqueles tempos, talvez por isso o motivo em que atrai tantos turistas que chegam apaixonados por suas ilhas e praias de mar calmo e limpo. Parati tem cheiro de histórias, como as do navegador Amyr Klink, um dos filhos do lugar.

Com mais 70 km de estrada atravessa-se a divisa entre Rio e São Paulo e chega-se a bela Ubatuba, que tem mais de 90 praias em seu litoral e a Ilha de Anchieta, passeio recomendável para se fazer de escuna ou saveiro (a travessia não demora mais que 10 minutos). Além de bom local para a pesca e caça submarina, há também duas praias paradisíacas para se curtir além das ruínas de um antigo presídio. Ubatuba vive quase que exclusivamente para o turismo. Ao norte do centro do município ficam as praias de mar mais violento, como Itamambuca e Sununga. Ao sul ficam as praias de águas calmas como a da Enseada e a bonita praia do Lázaro.

Com mais 51 km de asfalto, numa rodovia que de um lado beira o verde das montanhas que compõem a Serra do Mar e do outro o azul do Oceano Atlãntico, que por essas bandas se torna ainda mais azul do que o normal, chegamos em Caraguatatuba, que possui uma estrutura turística modesta comparada à vizinha Ubatuba. Mais 28 km avistamos São Sebastião, que não conseguiu ser mais a mesma que era no passado quando  não havia terminais de petróleo em seu território (hoje a poluição é bem maior do que a 20 anos). Mas continua uma cidade bonita, de sobrados coloniais bem conservados e grandes festas nas ruas. Perto dali, bastando atravessar o mar pela balsa, fica Ilhabela e suas histórias de naufrágios, tesouros nunca encontrados e contrabandos de escravos. Ali, diz a lenda, que alguns navegantes passaram anos e anos procurando tesouros, até agora não encontrados.

Chega-se a Ilhabela - descoberta em 1502 por Américo Vespúcio - e descobre-se, hoje, um balneário espetacular, com restaurantes e hotéis modernos, em que no verão é difícil encontrar lugar. E ainda há muitos outros atrativos, como, ilhas, cachoeiras e fazendas para se visitar. Uma delas, a Fazenda do Engenho D'Água, foi tombada pelo Patrimônio Histórico em 1582. 
Parte das florestas da Ilhabela foi transformada em Parque Estadual, pois seu visual, junto com a fauna e flora riquíssimas do lugar, contribuem para que milhares de turistas cheguem todos os anos para visitá-la.

Voltando a estrada, que nessa região tem uma sucessão de praias e ilhas de areias claras, indicando bons lugares para que os adeptos da tranquilidade e aventura possam acampar na beira do mar, chegamos e Maresias, território em que os milionários de São Paulo passam as férias e finais de semana prolongados. De Maresias sobe-se a serra até Boracéia e a sofisticada Guarujá. Nessa cidade que também é frequentada por milionários paulistanos, tudo aconteceu muito depressa, onde com dezessete chalés de pinho vindos da Georgia, uma igreja, um cassino e um hotél virou um dos balneários mais chiques do áureo tempo dos barões do café, quando os aviões desciam na Praia de Pitangueiras e Santos Dumont era um ilustre hóspede do Grande Hotel Guarujá. Hoje ainda é possível encontrar um ou outro chalé primitivo, perdido entre os prédios de apartamentos. As praias ganharam calçadões, luz de mercúrio e, no mesmo lugar onde antigamente pousavam os bimotores, é difícil aos domingos de sol encontrar um lugar no meio da multidão de banhistas e de guarda-sóis coloridos.

Ufa, saímos do Rio e numa das mais lindas estradas do Brasil (a Rio-Santos), chegamos em Guarujá. Vamos descansar um pouquinho por aqui, conhecendo essa linda cidade do litoral paulista e em nosso próximo encontro, continuaremos a narração dessa grande aventura pelo sul do país. Até a próxima etapa.


PRODUÇÃO: AVENTURAS DO RIO 

ROTA DA INDEPENDÊNCIA. UM ROTEIRO QUE ALIA CONHECIMENTO SOBRE A HISTÓRIA DA BAHIA À CULTURA PECULIAR DO RECÔNCAVO BAIANO (ETAPA 2: CACHOEIRA)

Localizada a 120 km de Salvador, a cidade de Cachoeira é um dos principais palcos das lutas pela independência da Bahia. Saindo de Santo Amaro, são 38 km através da BR-026 para chegar à cidade. Cachoeira foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1971, e passou a ser considerada Monumento Nacional. Suas casas, igrejas, prédios históricos e a imponente ponte D.Pedro II preservam a imagem do Brasil Império - quando o comércio e a fertilidadde do solo fizeram de Cachoeira a vila mais rica, populosa e uma das mais importantes do país, nos séculos XVII e XVIII.

No século XIX, as lutas contra a canhooneira portuguesa e a proclamação do príncipe D.Pedro I como Regente são fatos que, ainda hoje, enchem de orgulho os moradores da cidade. 
Com mais de 33 mil habitantes, a cidade volta a crescer e a atrair novos moradores e turistas. 
A instalação da Universidade Federal do Recôncavo, em 2009, e de outras faculdades, acelerou o desenvolvimento de Cachoeira, que a cada dia inaugura novos restaurantes, lojas, bares, hotéis, pousadas, pensões e equipamentos de infraestrutura. Só na Universidade são mais de 3 mil alunos e 300 professores, número que deve dobrar nos próximos anos.

Ao entrar na cidade, a arquitetura dos casarões já impressiona e revela uma parada obrigatória para o turismo histórico. O prédio da Câmara dos Vereadores, antiga Câmara e Cadeia, é o ponto de partida para uma verdadeira viagem no tempo. Imponente, a construção remonta ao período de elevação da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário à Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira do Paraguaçu.
A estrutura rochosa abriga no térreo as antigas celas da cadeia local, onde ficavam os presos comuns. Um espaço onde hoje funciona uma área de exposições, com documentos dos séculos XVIII e XIX, contendo fotos antigas de autoridades, monumentos, momentos cívicos, religiosos e imagens que permitem comparar as modificações arquitetônicas.
No local, é possível conhecer um canhão encontrado nas águas do rio Paraguaçu, que se acredita ser parte da canhoneira que atacou a cidade. A carroça que carrega a imagem do Caboclo, no dia 25 de junho, também está exposta.

No segundo pavimento do prédio continua funcionando a Câmara Municipal. Imagens de heróis da cidade, como o Barão de Belém e Maria Quitéria, misturam-se ao cenário com portas reforçadas, grades, janelas de gradis de ferro e portas com gradis de madeira. 
Os gradis do pavimento superior cercavam a cela dos homens de bem, que abriga hoje uma sala de reuniões.
A sala das sessões plenárias abriga uma imagem de D.Pedro I, que foi ali aclamado como Príncipe Regente, no dia 25 de junho. O quadro de Antonio Parreiras, chamado "o 1º Passo para a Independência (1937), ilustra o momento de libertação da cidade. Outra homenagem é feita a Ana Nery, heroína cachoeirana que se alistou no exército brasileiro durante a Guerra do Paraguai e se tornou patronesse dea enfermagem no Brasil. Nas janelas e varandas da Câmara, o visitante pode apreciar a Praça da Aclamação, o Museu Regional e a cidade vizinha de São Félix. Em todos os cantos de Cachoeira sempre há alguma bela e imponente obra arquitetônica.

Uma das vantagens de Cacheira é permitir que o turista conheça cada ponto da cidade, caminhando por suas ruas. Durante o percurso é possível conhecer cada detalhe das ruas e dos pontos turísticos, conversando com seus moradores. Saindo da Câmara, é possível ir andando até a Igreja e Casa de Oração da Ordem Terceira do Carmo, uma monumental obra construída pelos Carmelitas Descalços.
Do lado de fora, a igreja parece ser simples, porém, o interior revela todo o seu esplendor e refino, com forros e a nave em detalhes do barroco rococó.
Construído no século XVIII, o templo reunia a aristocracia da região e os senhores de engenho. Por ser composta de muitas pinturas e detalhes em ouro, ela é considerada pelos moradores uma réplica em pequena escala da Igreja de São Francisco, em Salvador.
Na sacristia, um curioso conjunto de imagens representa a Paixão de Cristo, mostrando Jesus com olhos puxados e traços orientais. Acredita-se que essas imagens tenham vindo de Macau, junto com outras obras. No local, também é possível conhecer um dos maiores conjuntos de obras artísticas tumulares da América Latina, restaurado há 10 anos, que abriga túmulos com inscrições em latim, onde eram enterrados os ricos donos de engenho.
Na parte superior da sacristia, uma sala abriga uma grande imagem do Senhor dos Passos e um armário com pinturas de estilo oriental. Nesse local, os devotos do candomblé frequentam, às sextas-feiras, para rezar ao Senhor dos Passos, um espaço que abriga o sincretismo religioso.

Logo ao lado, a Igreja da Ordem Primeira do Carmo é outra construção em estilo barroco. 
Finalizada em 1773, a construção não ostenta tanta riqueza como a Ordem Terceira; possui escaiola com marmorização, forros e pinturas nos corredores laterais e nave. No local onde funcionava o Convento ddos Carmelitas, hoje está a Pousada do Carmo, com área para eventos, restaurante e quartos. Este é o maior e mais requintado hotel da cidade.

Atualmente, a Ordem Primeira abriga as atividades da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário. A Igreja Matriz é um monumento da primeira metade do século XVIII, tombado pelo Patrimônio Histórico em 1939. Painéis em azulejo recobrem a lateral da nave e são um dos mais importantes exemplares desse tipo de obra na América Latina, por possuir grande extensão e altura.

Ao lado da Igreja Matriz, um grande casarão branco, que hoje abriga um posto de informações turísticas e uma unidade da polícia, é a antiga residência de Ana Nery. Perto dali, a Casa da Irmandade da Boa Morte é uma parada obrigatória para quem quer conhecer a maior festa religiosa de Cachoeira. Formada há cerca de 150 anos por mulheres negras e mestiças, a irmandade tinha o intuito de alforriar escravos ou dar-lhes fuga. Todos os anos, a Festa da Boa Morte atrai para a cidade um grande número de visitantes, entre estudiosos e turistas de diversas partes do mundo.

Perto da Casa da Irmandade fica a praça D'Ajuda, local que abriga o primeiro templo religioso de Cachoeira, a Capela D'Ajuda, construída entre 1595 e 1606, em homenagem a Nossa Senhora do Rosário. A pintura artística primitiva da cúpula é um dos destaques da construção; o desenho é composto de ramagens flamejantes, em um trabalho com padrões do século XVII.

Na praça, uma grande festa é realizada na segunda quinzena de novembro. A festa D'Ajuda reúne devotos em comemorações que misturam o sagrado e o profano. Com uma extensa programação que se prolonga por vários dias, a festa é encerrada com o Terno da Alvorada, reunindo mascarados, cabeçorras e muitos populares nas ruas de paralelepípedos, ao som de filarmônicas e fanfarras.

Seguindo a praça Teixeira de Freitas, encontramos monumentos em homengem aos heróis da independência. A praça fica em frente ao antigo Hotel Colombo e próxima às margens do Rio Paraguaçu que, com aproximadamente 600 km de extensão, é o maior rio genuinamente baiano e responde pelo abastecimento de água de vários municípios.

Para quem gosta de samba de roda, a parada obrigatória é a Casa do Samba, na rua da Matriz. A casa promove ensaios todas as quartas-feiras e oferece comidas e bebidas típicas da região, todos os dias.

Outro ponto importante do turismo étnico-afro de Cachoeira pode ser encontrado no Alto do Rosarinho, onde estão esguidos a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte e o Cemitério dos Nagôs. O templo é uma referência para o povo negro da regiõa, onde se reuniam os negros com alguma ascenção social. No cemitério, lápides com inscrições em línguas africanas indicam as origens dos negros que ali estão enterrados, dentre eles, alguns sacerdotes do candomblé.

Na margem do rio Paraguaçu, pode-se caminhar para ter uma vista panorâmica da cidade vizinha, São Félix - vista que mostra a disposição das casas formando um triângulo, com uma cruz no topo, desenho que rendeu ao local o apelido de cidade presépio - e apreciar a imponência da ponte D.Pedro II. Construída como ponte ferroviária, a D.Pedro II liga as cidades de Cachoeira e São Félix e, hoje, é utilizada para a travessia de pedestres, bicicletas e automóveis.

A ponte metálica teve sua estrutura importada da Inglaterra - segundo alguns historiadores iria ser montada sobre o rio Nilo, no Egito - e foi inaugurada em 1885, com a presença do próprio Imperador; possui comprimento total de 365 metros, com vigas em treliças. Por autorização do Imperador, foram fixadas as armas imperiais sobre o fecho da ponte. Este é o mais forte elo de ligação de Cachoeira em a sua cidade irmã, São Félix, que será a nossa próxima aventura.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

MANUAL DO AVENTUREIRO: PRATIQUE TREKKING !!

Com disposição, qualquer um pode aderir às caminhadas, que, além de baratas, não requerem equipamentos especiais. Entretanto, para desbravar lugares selvagens é necessário planejamento e a companhia de guias experientes.

Risco: perder-se

Você precisa de : bom condicionamento físico

O que levar : tênis ou bota de caminhada, mochila com água e lanche, lanterna, capa de chuva, boné, protetor solar, repelente e máquina fotográfica.


Promoção:


    

VOCÊ CONHECE O MUSEU PAULISTA ? MAIS CONHECIDO COMO MUSEU DO IPIRANGA, ELE É UM DOS QUATRO MUSEUS MAIS ANTIGOS DO BRASIL!!

Às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, o Museu Paulista preserva a história do país. Desde a Proclamação da Independência, em 1822, estudavam-se propostas de um monumento em homenagem ao fato histórico. Mas só 68 anos depois a ideia concretizou-se, com a inauguração do Museu Paulista, também conhecido como Museu do Ipiranga.

O projeto ficou a cargo do italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi. Com traçado arquitetônico eclético, o museu foi construído com o modelo de palácio renascentista e recebeu diversos elementos decorativos, como brasões e imitações de pedra, no revestimento externo. A construção do edifício, comandada pelo italiano Luigi Pucci, exigiu soluções inovadoras para a época. Dentre elas, o uso de tijolos quando, na cidade, as casas ainda eram feitas em taipa de pilão.

Ainda inacabada, a obra foi inaugurada em 15 de novembro de 1890, primeiro aniversário da República. 
A implantação dos jardins se deu nove anos depois. Projetados pelo paisagista belga Arsenius Puttemans, que se inspirou nos modelos barrocos franceses, como o de Versalles, os jardins sofreram várias intervenções até serem ampliados para 1,5 mil metros quadrados e ganhar um conjunto de piscinas e chafarizes.

O mais antigo museu da cidade tem em seu interior peças que contam a história da sociedade brasileira em especial a paulistana, do século XVI até meados do século XX. São mais de 125 mil unidades entre esculturas, quadros, móveis, peças religiosas e armas.
Documentos como manuais e catálogos promocionais da primeira metade do século XX e cartas endereçadas a D.Pedro I fazem parte do acervo arquivístico.

Já o acervo iconográfico reúne desde estatuetas que decoravam as casas da aristocracia brasileira do século XIX a pinturas que reproduzem  vistas da cidade. Há ainda cartazes referentes à Revolução Constitucionalista de 1932 e uma coleção de fotografias com mais de 12 mil retratos feitos entre 1862 e 1885.

Dividem o terreno com o Museu Paulista a Casa do Grito, a Capela Imperial, o Monumento à Independência e seu conjunto de jardins e fontes. Na tela "Independência ou Morte" (está no salão nobre do Museu Paulista), em que Pedro Américo representa o momento do grito, há uma casinha de pau-a-pique ao fundo. Suspeita de ser o famoso casebre, a chamada Casa do Grito foi reformada diversas vezes para torná-la mais semelhante à do quadro. Mas o documento mais antigo que comprova a existência do imóvel data de 1884. Em 1981, foram corrigidos os excessos das intervenções anteriores. Hoje, abriga exposições sobre o bairro.

Já a Capela Imperial foi erguida para abrigar os restos mortais da família imperial brasileira. 
Construída em 1952, guarda os túmulos de D.Pedro I e das imperatrizes Leopoldina e Amélia de Beauharnais, primeira e segunda esposas do imperador, respectivamente. Sobre a capela, no exato local onde se deu o histórico grito, fica o Monumento à Independência, de Ettore Ximenez, construído em 1922.

CURIOSIDADES

Ânforas com amostras de água dos mais importantes rios brasileiros enfeitam as escadarias de mármore do saguão principal do Museu do Ipiranga.

Os jardins, projetados em 1909 pelo paisagista belga Arsenius Puttemans, foram inspirados nos do Palácio de Versalles, na França.

Na base da cripta do Palácio, onde estão os restos mortais do imperador e da imperatriz Leopoldina, um conjunto de 131 peças de bronze reproduzem o quadro "A Independência do Brasil", de Pedro Américo, exposto no Museu.

Quando foi projetada, a cripta seguiu as pedidas indicadas pelo governo português para receber os ataúdes de chumbo do casal imperial. Ao desembarcarem no Brasil, em 1972, uma diferença de centímetros impediu que as urnas fossem depositadas na capela. Foi preciso desmontar a cripta.

A biblioteca do Museu Paulista possui mais de 30 mil volumes, entre livros, manuscritos e periódicos, que tratam, principalmente, da história material e social e está aberto a consulta.

É permitido pelo Museu fazer piqueniques nos jardins. Uma boa pedida para contemplar a bonita área verde lá existente, com suas fontes e chafariz.

O Museu Paulista fecha nas segundas-feiras e tem entrada gratuita no primeiro e terceiro domigos de cada mês. Menores de 6 e maiores de 60 anos não pagam ingresso.