CONCURSO DE CULINÁRIA ELEGE AS 7 MARAVILHAS GASTRONÔMICAS DO ESTADO DO RIO!
A comida pode revelar muito das culturas locais, em países da
Ásia, grilos fritos são considerados apetitosos petiscos. Certamente
para esses amantes de lanches com insetos é difícil entender o gosto que
o brasileiro tem pela mistura de vários pedaços de porco e feijão com
acompanhamentos tão distintos, quanto couve e fatias de laranja.
Amante da gastronomia o jornalista Chico Júnior, que também é autor
dos livros Roteiros do Sabor Brasileiro(2005) e Roteiros do Sabor do
Estado do Rio de Janeiro (2007), lançou um concurso para eleger as 7
Maravilhas Gastronômicas fluminenses, no começo de julho. “Comida tem
muito mais a ver com cultura do que com sabor. Porque a gente pode achar
que é um absurdo comer grilo, mas o chinês cresceu comendo aquilo”,
destacou o jornalista.
No concurso 7 Maravilhas, esses e muitos outros exemplos da múltipla
gastronomia fluminense estão catalogados nas categorias Entradas &
Petiscos, Refeição, Bebidas, Doces e Sobremesas, Da Terra, Da
Água e Laticínios. A lista inicial é formada por uma pré-seleção de 40
pratos e produtos do Estado, compiladas por Chico Júnior durante suas
viagens e anos de pesquisa. As votações finais para eleger os ícones da
culinária fluminense acontecerão entre os dias cinco de agosto e 31 de
outubro. A votação acontece no site http://www.projetomaravilhas.com.br/
Finalistas da região
Cachaça de Paraty
Foi a primeira a receber Indicação Geográfica (IG) com selo de
Indicação de Procedência (IP), conferido pelo Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI), em 2007. A cidade, no sul do Estado, foi
referência na produção de aguardente no Brasil colônia, totalizando na
região mais de 100 alambiques até 1700. A pinga produzida no município
ganhou fama pela qualidade e garantiu importância socioeconômica para a
região.
Camarão casadinho-Paraty
Tudo indica que essa iguaria caiçara, servida em quase todos os
restaurantes da cidade, foi criada em 1956 por uma cozinheira de Paraty.
É uma receita ao mesmo tempo simples e saborosa. Pegam-se dois camarões
bem grandes, tipo VG, e abrem-se as barrigas, que são recheadas com
farofa de camarão, refogada com cebola, cheiro verde e pimenta. Os dois
camarões são presos com palitos e postos para fritar em óleo bem quente.
Macadâmia de Piraí
No Estado do Rio, a noz-macadâmia, que não deve nada à
castanha-de-caju ou ao amendoim, é quase uma exclusividade de Piraí. Ali
se encontra o único pomar produtivo de macadâmia do estado, com 45 mil
pés. Segundo a Associação Brasileira de Noz Macadâmia, o município é o
maior produtor do Brasil. De origem australiana, a macadâmia chegou ao
Brasil em 1935, trazida pelo engenheiro agrônomo João Dierberger, que
começou a cultivar no interior de São Paulo.
Pasteis do Bar do Chuveiro-Angra dos Reis
Muita gente que vai para Paraty, ou mesmo para as praias, marinas e
condomínios que ficam entre Angra e aquela cidade, não deixa de dar uma
paradinha básica no Km 112,5 da Rio-Santos para apreciar os pasteis
saborosos do tradicional Bar do Chuveiro, cuja fama já extrapolou a
cidade. Nos fins de semana, o movimento é intenso e fica difícil
conseguir um lugar, mas sempre vale esperar um pouquinho. São 35 tipos
de pasteis.
Peixe com banana da Costa Verde
O ensopado servido em vários restaurantes da região da Costa Verde é a
principal referência de herança da gastronomia caiçara do Estado. A
cozinha caiçara é originária dos hábitos alimentares dos índios que
viviam no litoral do Brasil. Ao sul do Estado do Rio, a combinação de
peixe com banana feito como ensopado em panela de barro é uma das
especialidades da região
Pinhão- Visconde de Mauá
O fruto/semente da araucária é uma das marcas registradas de Mauá,
que anualmente realiza a Festa do Pinhão, quando os restaurantes do
lugar participam de um concurso em que os pratos têm que ter a iguaria
na receita.
Salgadinhos do Cospe Grosso – Rei dos Salgadinhos-Resende
No início da década de 1980, este bar de Resende era apenas um
pé-sujo que servia ótimos salgadinhos, atraindo gente não só da cidade,
mas de outras localidades. Cresceu, passou por reformas, virou um
pé-limpo,mas continua servindo ótimos salgadinhos.
Tilápia de Piraí
Piraí ostenta o título de maior produtor de tilápia do Estado do Rio
de Janeiro. Por mês, o cardume chega a sete toneladas. A criação de
tilápia é tão importante para o município que o peixe é até a estrela,
junto com a macadâmia, de um já tradicional festival gastronômico da
cidade, o Piraí Fest. Não é à toa que a tilápia está no cardápio de
todos os restaurantes e hotéis da cidade.
Tomate de Paty do Alferes
O município é o maior produtor de tomates do Estado. Por isso, a
fruto ganhou até um evento especial anual, a Festa do Tomate de Paty de
Alferes.
Truta rosa de Visconde de Mauá
Pela cor da carne, parece salmão. Mas ao prová-la, sente-se que a
truta rosa de Mauá, também conhecida como truta salmonada, difere-se na
textura e no sabor, tão bom ou melhor do que o salmão. Dez entre dez dos
melhores restaurantes de Mauá usam o peixe em seus cardápios. Em Mauá, a
truta salmonada criada nas águas límpidas e frias que cortam o Vale
Santa Clara reina absoluta.
Trutas da Serrinha-Resende
Divisa com o Parque Nacional do Itatiaia, a Serrinha do Alambari, ou
simplesmente Serrinha, vem se consolidando como um agradável espaço de
lazer e estância climática, dentro de Área Proteção Ambiental (APA). Ali
está instalada, desde 1984, a Trutas da Serrinha, um lugar lindo e
agradável, onde o visitante acompanha todo o processo de produção da
truta arco-íris, da desova ao abate.
Vieiras da Ilha Grande-Angra dos Reis
Para quem não sabe, as vieiras, que também têm o pomposo nome deCoquilles Saint-Jacques,
um molusco adorado pelos franceses, são nativas da Baía da Ilha Grande.
Por isso, ali têm o seu habitat pra lá de natural. É o maior produtor
do Estado do Rio de Janeiro.
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